Guia Completo: Apreensão de Veículos, Motivos Frequentes e Prazos de Retirada
- Garcia Junior

- 29 de mai.
- 3 min de leitura

Neste artigo, vamos esclarecer os principais motivos que levam à retenção e remoção de veículos, além dos prazos e procedimentos para recuperá-lo sem maiores dores de cabeça.
1. Principais Motivos para a Remoção de Veículos
É importante destacar que, com as atualizações recentes no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o termo técnico correto para o envio do carro ao pátio passou a ser remoção (medida administrativa), enquanto a "apreensão" como penalidade foi extinta. Na prática, o veículo vai para o pátio para que uma irregularidade seja sanada.
Os motivos mais comuns para o veículo ser guinchado incluem:
Falta de Licenciamento: Trafegar com o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) vencido. Esta é uma das causas mais frequentes.
Estacionamento Irregular: Parar em locais proibidos, guias rebaixadas (garagens), pontos de ônibus, ciclovias ou em vagas destinadas a idosos/PCD sem a devida credencial.
Falta de Equipamentos Obrigatórios ou Defeito: Trafegar com pneus carecas ("na lona"), faróis queimados ou sem estepe, caso o problema não possa ser resolvido no próprio local da blitz.
Condutor sem Habilitação ou Suspenso: Se o motorista não estiver habilitado (ou com a CNH suspensa) e não apresentar outro condutor habilitado e regularizado no momento da abordagem.
Bloqueio da Via: Utilizar o veículo para deliberadamente interromper a circulação da via sem autorização.
2. Qual é o Prazo para Retirar o Veículo do Pátio?
Não existe um prazo mínimo obrigatório para que você retire o veículo: quanto antes você regularizar a situação, melhor. No entanto, existe um prazo máximo crucial que você deve ter em mente: 60 dias.
⚠️ Atenção: De acordo com o Artigo 328 do CTB, o veículo que não for reclamado pelo proprietário dentro do prazo de 60 dias, contado da data do recolhimento, poderá ser levado a leilão público.
Antes de o veículo ir a leilão, o órgão de trânsito deve notificar o proprietário (por via postal e por edital) para que ele tenha a chance de reaver o bem.
3. Custos Ocultos: O Prejuízo do Tempo
Deixar o veículo no pátio por muito tempo custa caro. O proprietário é responsável por arcar com:
A taxa de guincho (remoção): Valor fixo cobrado pelo transporte do veículo até o pátio.
As diárias do pátio: Cobrança feita por cada dia (ou fração de dia) que o veículo permanece guardado. Quanto mais tempo ele ficar lá, maior será a conta.
Nota: O CTB estipula que a cobrança das diárias é limitada ao período de 6 meses (180 dias), mas o veículo já pode ser leiloado bem antes disso (aos 60 dias).
4. Passo a Passo para Recuperar o Veículo
Para tirar o carro ou moto do pátio, o caminho padrão envolve os seguintes passos:
Passo 1: Descobrir para onde o veículo foi
Geralmente, o agente de trânsito entrega um Termo de Recolhimento de Veículo (TRV). Se você não estava presente (em caso de estacionamento proibido), será necessário consultar o site do Detran do seu estado ou da prefeitura local informando a placa e o Renavam.
Passo 2: Regularizar as pendências
O veículo só é liberado se estiver totalmente "em dia". Isso significa que você precisará pagar:
O licenciamento ou IPVA atrasados (se houver);
A taxa de guincho e as diárias acumuladas até o momento;
Multas vencidas que constem no sistema do veículo.
Passo 3: Emitir a Guia de Liberação
Com os débitos pagos, o órgão responsável emitirá a guia ou autorização de liberação. Em muitos estados, esse processo já pode ser feito de forma digital pelo portal do Detran.
Passo 4: Retirada física
Compareça ao pátio indicado com a guia de liberação, documento de identidade com foto e, se a irregularidade inicial era no veículo (como um retrovisor quebrado), certifique-se de levar os meios para saná-la ou solicite a retirada por meio de um guincho particular, caso o veículo ainda não possa rodar.
Conclusão
Evitar a remoção do veículo é sempre o melhor caminho, e isso se faz mantendo a manutenção em dia, respeitando as leis de estacionamento e, principalmente, não atrasando as taxas do licenciamento anual.
Caso o seu veículo seja levado, aja rápido. O relógio das diárias corre contra o seu bolso e, após dois meses, o risco de perder o patrimônio em um leilão se torna real.



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